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11/06/2014

O palestrante e o seminario virtual

Já é o quarto ou quinto convite que recebo nos últimos dois meses para gravar um vídeo para ser apresentado em um congresso ou simpósio online. Em todos eles a ideia é que o palestrante receba em troca notoriedade e/ou participação nos resultados da venda de inscrições (um deles oferecia 50%). Por eu ser um "dinossauro" de Internet, adquiri uma certa percepção das coisas que funcionam ou não no meio virtual, e por esta razão declinei de todos os convites, como também fiz com alguns que desejavam me contratar para dar aulas online.

A gratuidade e abundância de informação serão sempre um grande problema a ser resolvido por quem vende algum info produto. O argumento mais lógico é: Se existe de graça, por que alguém iria pagar? Um dos que me convidaram para um simpósio assim foi educado e determinado o suficiente para me escrever explicando suas razões e se prontificando a enviar os resultados quando o evento terminar, para eu mesmo comprovar se valeu ou não a pena. Ele apresentou os seguintes argumentos:

  1. Gratuidade -- Nem toda informação é de graça na Web e muita informação de qualidade só é disponibilizada mediante pagamento. Segundo ele, cobrar pela informação poderia determinar que se trata de informação de qualidade pela qual vale a pena pagar, especialmente para pessoas que não querem correr riscos com informação grátis de qualidade duvidosa.
  2. Senso de urgência -- Alguém que encontrasse uma informação com dia e hora marcada para obter seria motivado a comprar e assim assumir o compromisso de efetivamente ver, ao contrário dos vídeos grátis que marcamos para ver depois e nunca vemos.
  3. Tempo -- Muitos não teriam tempo para ficar garimpando informação grátis de qualidade na Web e estariam dispostos a pagar para não sofrerem a decepção de terem perdido tempo com informação inútil. Mais uma vez o bom uso do tempo seria determinante para essas pessoas pagarem.

Eu talvez pagaria para obter algumas dicas de Warren Buffett sobre o melhor investimento em ações, mas aí estaríamos falando de pagar alto para faturar alto. Quando compro na Web uma TV de algumas centenas de reais sei que vou receber algo equivalente, pois o site mostra até a foto do bem tangível. Mas informação é intangível e nunca vou saber a real imagem do que comprei até depois de ter pago e consumido a informação. As dicas de Warren Buffett poderiam até não dar em nada e eu empatar ou perder investimento, mas meu risco seria pequeno comparado a comprar informação de algum anônimo metido a investidor.

Alguns jornais continuam insistindo na venda de assinatura para suas notícias, mas existe tanta notícia grátis na Web que eu não pagaria para ver. Além disso conheço blogs tão interessantes que comentam as notícias que às vezes é melhor ler ou ouvir um especialista falar do fato do que o fato em si.

Há algum tempo alguns de meus e-books, que foram publicados a preços irrisórios, apareciam na iTunes Store entre os mais vendidos na categoria e-books em português por menos de 10 dólares. Recentemente verifiquei que nenhum deles aparecia no topo da lista, mas haviam sido desbancados por best-sellers de grandes autores que passaram a ser vendidos por preços competitivos. O mercado de e-books descobriu que ninguém quer pagar pelo intangível do modo como pagava pelo tangível e os preços caíram.

Então vender info produtos pela Internet é inviável? É claro que não, pois tenho comprado muito info produto e muita gente está ganhando dinheiro vendendo. O segredo está no modelo. Você se lembra quando um software custava centenas de reais e vinha numa caixa enorme? Hoje você compra um software equivalente por R$ 1,99 e não é na loja da esquina, mas no iTunes ou no Google Play. A compra é por  impulso porque é barato e já comprei alguns assim que nunca usei. Isto leva às três constatações do mercado de info produtos que começa a se estabelecer na Web, mas não do modo como se esperava no princípio:

  1. QUALIDADE - O info produto precisa ser bom o suficiente para alguém pagar por ele, o que significa que é preciso ter uma grande marca ou nome por trás dele. 
  2. PREÇO BAIXO - O preço precisa ser muito baixo, algo como o que costumamos chamar de "dinheiro de pinga" aqui no interior. 
  3. FACILIDADE - A transação precisa ser muito fácil, ou muitos não irão querer se dar ao trabalho de digitar o número do cartão.
Qualidade ou notoriedade do que vende é importante. Uma aula de física dada por um professor desconhecido de uma obscura escola rural dificilmente iria competir com a mesma aula ministrada por um físico de renome como Stephen Hawking (não sei se seus cursos estão disponíveis na Web). Competindo com o professor anônimo estaria a Khan Academy (www.khanacademy.org), uma iniciativa de um professor que se dispôs a dar informação de graça no Youtube e acabou sendo financiado por Bill Gates. Outra iniciativa que oferece palestras grátis com nomes grandes e pequenos do cenário mundial é a TED (www.ted.org). São palestras de 18 minutos com pessoas que vão de faxineiros a presidentes. Preço? Grátis. Boa parte das grandes universidades em todo o mundo oferece hoje cursos complementares totalmente grátis.

O segundo e terceiro fatores de sucesso de alguns info produtos, ou seja, preço baixo e facilidade de pagamento, são hoje vistos nos aplicativos de smartphone. Eu pago porque o preço é "dinheiro de pinga" (quanto custa mesmo uma dose de pinga?) e eu não preciso fazer nada para comprar, só clicar. Meu cartão já está em algum lugar (iTunes Store, Google Play, Amazon, PayPal etc.) e o débito é automático. Portanto, preço baixo e facilidade de pagamento são os grandes trunfos dos negócios de info produtos e essa facilidade está invadindo mais áreas de serviços.

Você tem receio de usar seu cartão de crédito em um táxi que nem sabe se tem uma maquininha de verdade? Hoje existem táxis que aceitam PayPal (www.99taxis.com www.paypal.com), ou serviços como o Uber (www.uber.com) que conectam o passageiro a algum carro particular cadastrado no serviço que esteja nas proximidades. É uma espécie de "carona paga". Basta você conectar ao serviço em seu celular e apontar onde está para que o sistema encontre alguém próximo para pegar você e levá-lo ao seu destino por menos do que você pagaria por um táxi. O pagamento não é feito para o motorista, mas debitado de sua conta no Uber e repassado para a conta do motorista, como acontece no PayPal. É claro que serviços como o Uber vão dar trombada nos sindicatos de motoristas e cartéis de táxi, mas a experiência demonstra que o mercado tem força suficiente para atropelar qualquer organização que queira impor seus serviços ou criar uma reserva de mercado.

Embora iniciativas como seminários em vídeo online possam atrair algumas pessoas ainda não muito habituadas a encontrar informação grátis na Web, não acredito no modelo de negócio, considerando a abundância que existe de informação no Youtube. Uma amiga consultora ganhou algum dinheiro há alguns anos vendendo cursos em PowerPoint. A pessoa pagava e recebia um PPT do tipo usado em palestras. Obviamente aquela fonte, que ajudava a pagar suas despesas do escritório, acabou se secando à medida que mais pessoas descobriram que apresentações assim são abundantes e grátis na Web. Outros serviços, como o Scribd (www.scribd.com), que oferecia livros grátis para download, estão fazendo o caminho inverso e cobrando por parte de seu acervo usando o modelo bom-barato-fácil do e-book. O Scribd fez isso com uma parceria com o Smashwords (www.smashwords.com), a maior editora de e-books de autores independentes do mundo, que distribui os livros para os maiores revendedores.

Tenho um palpite de que um seminário síncrono como aqueles para os quais fui convidado a participar como palestrante (com hora marcada, para o qual todos precisam estar disponíveis para assistir naquele horário) só faria sentido ao vivo, nunca com material gravado, desde que atendesse os quesitos bom, barato e fácil. Pois se você tem o material gravado, para quê fazer a pessoa assistir com hora marcada se pode simplesmente publicar no Youtube? Sabia que o Youtube também oferece um serviço para conteúdo pago ou por assinatura? Sim, e não é apenas o material como os vídeos que eles oferecem em sua super vídeo locadora, mas é uma possibilidade disponível para qualquer pessoa que queira vender seus vídeos ali.

Concluindo, o Youtube já é o simpósio que você está planejando. Minha sugestão é que faça um estudo desse mercado antes de investir seu tempo e seu dinheiro nessa direção pois em minha opinião não é um negócio viável, a menos que seja "bom, barato e fácil".

Veja também http://entrevistado.blogspot.com.br/2005/05/at-quando-e-learning.html

Em tempo: Vejo que este assunto despertou grande interesse e não faltaram comentários veementes discordando do que escrevi. Estou curioso para conhecer modelos de negócio de palestras e seminários online que deram certo financeiramente. Até aqui foram apresentadas apenas informações vagas de um fulano que faturou milhões, de outro que ficou rico com info produtos, etc., mas meu interesse real é em casos que não sejam do tipo "fique rico trabalhando na web", que geralmente exigem que o candidato a milionário pague para participar de um esquema de vender o próprio curso ou palestra do tipo "fique rico trabalhando na web". Muitas dessas promessas de "info produtos" acabam se revelando apenas versões da conhecida "pirâmide". Se você tiver algum exemplo de negócio que deu certo, por gentileza, informe algum link de site, jornal ou revista imparcial. Não vale o site do próprio vendedor dos cursos e palestras, pois muitos deles apresentam exemplos milagrosos só para conquistar mais adeptos para o esquema.

Depois de publicar a informação acima, de que meus livros teriam deixado de aparecer nos primeiros lugares no iTunes, fui lá conferir e descobri que voltaram às primeiras posições, estando até mesmo acima de alguns best-sellers da versão impressa.



13 comentários:

Ricardo disse...

Como diria nosso orgulho nacional "Cumpadi Uóchinton" - SABE DE NADA INOCENTE.... ser um Palestrante DINOSAURO talvez atrapalhe seu censo de avaliação. Aconselho a você se atualizar sobre o que anda acontecendo por ai... #ficaadica

Bruno Castelão disse...

«Bem pensado – mas nunca substituirão os cavalos», disseram os céticos quando viram os primeiros automóveis.

Kátia Bueno disse...

Olá Mario,
Os congressos online têm atingido um público enorme, cada vez maior, porque são temas selecionados e ministrados por profissionais de renome nos nichos em que atuam. A seleção dos assuntos, juntamente com a instrução de que sejam informações relevantes e práticas,
tornam estes eventos algo muito mais enriquecedor do que simplesmente assistir a videos no Youtube.
Além disso trata-se de uma oportunidade fantástica para atingir um número muito maior de público, incluindo pessoas que talvez jamais tivessem a oportunidade de acompanhar este tipo de evento caso não estivesse neste formato, que permite mobilidade e escalabilidade.
O fato de ser gratuito somente nos dias/horários determinados permite que as palestras se tornem um infoproduto, o que posteriormente pode ser vendido e desta forma remunerar os produtores do evento, visto que os gastos são altos para viabilizar a sua realização.
Os resultados extraordinários obtidos recentemente demonstram que este é uma formato que veio para ficar e só tende a crescer cada vez mais.
Um abraço e muito sucesso pra vc!

Edmilson Lucena disse...

Caro Palestrante, até meados de 2012 pensava exatamente como o senhor pensa agora, porque tudo o que o senhor falou é a mais pura verdade no que tange a disponibilidade de conteúdo gratuito na internet e ser um pouco ilógico alguém pagar por algo que pode obter gratuitamente, até que um dia mudei radicalmente de opinião, e não mudei por questões teóricas de quem analisa os fatos e conclui antes de verificar os resultados, apesar de confessar que inicialmente estava cético quando me apresentaram um modelo de vendas online diferente de tudo que tinha visto até então, mas que depois que comecei a ver literalmente os resultados desse modelo/estratégia entendi porque nos Estados Unidos um simples E-book de como trinar um cão, ou de como passar em concursos públicos, ou ainda de como aprender de forma acelerada, dentre outros, podiam faturar somas que ultrapassavam 1 milhão de dólares ao ano, e algumas vezes chegar a 15 milhões de dólares ao ano como foi o caso do infoprodutor que criou um produto digital que ensina as pessoas a jogar tênis, veja a doideira, será que alguém compraria um curso online para aprender a jogar tênis? Pois tem muita, muita gente que paga, e não paga baixo... segue abaixo

Edmilson Lucena disse...

....De sorte que eu pensava que isso era coisa de primeiro mundo, de pessoas com grande poder aquisitivo e que portanto poderiam pagar alto, jogar dinheiro fora na internet, enriquecendo os infoprodutores, pois bem, para minha sorte e também para a sorte de centenas de outros infoprodutores, um rapaz, brasileiro, deixou um emprego de 45 mil dólares na Inglaterra e acreditou que poderia aprender as referidas estratégias/modelos de vendas e fazer fortuna no Brasil.
Esse rapaz aprendeu as técnicas, as trouxe, aplicou em um infoproduto de seu irmão, que na época faturava cerca de 100 mil reais ano, e conseguiu em apenas 7 dias faturar 150 mil reais usando a dita técnica, e obviamente, feliz como estava, aplicou a referida estratégia em vários outros momentos nesse e em outros negócios, tendo faturado ao final de 18 meses, mais de 4 milhões de reais, sendo que ano passado faturou em torno de 10 milhões de reais, e até o momento ja faturou 7 milhões de reais.
Diante de tantos resultados maravilhosos, não foi difícil convencer uma centenas de infoprodutores que a anos, as vezes décadas, uns verdadeiros dinossauros, literalmente falando, sequer tinha obtido mais de 5 dígitos em vários anos de labuta.
Esse rapaz então criou um curso pra ensinar essa estratégia, e obviamente comprou 5 mil reais por um curso em vídeo que durava de 4 a 6 meses, e das turmas iniciais houve excelentes e gratas surpresas, em vários nichos pessoas fazendo 100 mil em uma semana, 216 mil em 30 dias, 400 mil em 60 dias, 500 mil em 3 horas, e até mesmo um advogado de Barretos/SP conseguiu em 7 dias faturar nada mais, nada menos que 2,05 milhões de reais quando aplicou pela primeira vez a referida técnica.
E apareceram vários novos milionários na internet do Brasil, como foi o caso de um rapaz de Curitiba, personal treinner que não tinha nenhuma afinidade com meio digital, não sabia sequer como escrever um simples blog como este, e faturou em 6 meses 1 milhão de reais, ensinando sabe o que? Advinha? Vou dá uma dica: Algo que é abundante na internet, e vc pode encontrar em qualquer canto, tendo inclusive vídeos no youtube que mostram isso, bem, vou falar: COMO EMAGRECER MALHANDO!!! Acredita????
Pois é, eu também não acreditaria se não tivesse visto com meus próprios olhos, senão tivesse visto dezenas de casos de sucesso como este, e eu que sou advogado e que não sou bobo tratei de pagar para aprender a referida técnica, fiz o curso, e ao final do mesmo teve um evento ao vivo no Hotel Bourbon em SP onde eu juntamente com os demais alunos, incluindo os que obtiveram sucesso ainda durante o curso aplicando as referidas técnicas, vi com meus próprios olhos esse milagre acontecer.
E o que tudo isso tem haver com seu texto, vou explicar: É que uma das técnicas que geram tal resultado, é a aplicada por meio desses congresso online, onde um colega de São Paulo Alan Pakes, faturou em Maio desse ano, nada mais, nada menos que 500 mil reais em 7 dias....
E não se assuste se além desses 5 convites para palestrar aparecerem outros 20, 30 ou até 100, porque isso já esta acontecendo e muitos jovens e adultos, independente de seus graus de conhecimento ou vivencia online, estão mudando de vida, e melhor que isso, estão ajudando pessoas...
Não espero que acredite em mim, na verdade nem peço que investigue ou mude de opinião, só achei que seus leitores deveriam saber que o impossível é apenas o lugar onde ainda ninguém chegou, e lá é bom está porque a concorrência é menor.
Obrigado pela atenção, meu nome é Edmilson Lucena dos Santos Junior...

Alexandre Loretto disse...

Quanto tempo perderia fazendo parte de um seminario assim?
1 hora?
Capaz de ter perdido mais tempo fazendo esse texto que definitivamente você não ganhou nada do que participando dele.

PArticipar de algo assim no mínimo deveria ser motivo de prazer para você. É sobre o seu trabalho.

milual disse...

Nobre colega, me perdoe a dúvida, mas se a internet é para os que só querem usufruir gratuitamente, me diga para que serve o seu blog? Fazer amigos? Oferecer informação gratuita? Não há aqui nenhum interesse de oportunidade de negócios? E se houver, vc o presta de graça? Se não, como então faz sua propaganda? entrega panfletos no farol? Gostaria de lhe avisar que por aqui o espaço é de todos e cuidado com seus pensamentos retrogrados e preconceituosos, pois ainda sera atropelado por um desconhecido cheio de conteudo e SEM MARCA !

Nanda Peris disse...

Mário, dessa vez você errou na mão ... rsrsrs acredito por desconhecer a funcionalidade de um congresso online. Mas se for esperto uma hora vai entender o que está acontecendona internet em termos de nicho especifico mas que parece ainda não ter se dado conta ��De ue adianta tanta informação gratuita se vc perde 3h para encontrar uma única relevante??? Nós congressos online está tudo ali. Todos estão por que querem porque gostam porque escolheram aquele assunto. Eh a grande diferença de ter 2 milhões de seguidores no youtube que mal te visitam e ter mil que são altamente responsivo e te seguem. Vou esperar o dia que vc vai vir aqui desdizer tudo que vc escreveu
.. ou pelo menos repensar. Sucesso!

Mario Persona disse...

Milual: O objetivo deste blog é múltiplo. Primeiro ele nasceu como uma forma de eu otimizar o tempo que gastava respondendo a pessoas que queriam ser palestrantes e não sabiam como. Aqui dou dicas grátis. Segundo, como o meu produto é informação e conhecimento, meus blogs e vídeos são amostras grátis daquilo que vendo nas empresa em palestras e cursos presenciais. Terceiro, a Internet não é um um lugar de coisas grátis, as de negócios sim. A questão é encontrar um modelo de negócio sustentável e a maioria do que hoje se encontra como "infoprodutos" são, na verdade, cursos para ensinar pessoas a ficarem ricas vendendo os próprios cursos que compram para ingressar no esquema.

Marcelo Rocha disse...

Não sei em que mundo você vive, mas você fez como o Sr. Arnaldo Jabor, quando comentou de algo que não tinha conhecimento, ou como o Dono da HP, que disse que nimguém queria um computador pessoal, as palestras é um modo de passar uma mensagem para mais de 4 mil pessoas online, como você já sabe o congresso ao vivo é muito caro e despendioso, fazer online é um recurso, e organizar um congresso online é caro, então precisa ser cobrado. Mas é assim mesmo quando achamos mestre e donos da razão , falamos até do que não conhecemos

Mario Persona disse...

Vejo que este assunto despertou grande interesse e não faltaram comentários veementes discordando do que escrevi. Estou curioso para conhecer modelos de negócio de palestras e seminários online que deram certo financeiramente. Até aqui foram apresentadas apenas informações vagas de um fulano que faturou milhões, de outro que ficou rico com info produtos, etc., mas meu interesse real é em casos que não sejam do tipo "fique rico trabalhando na web", que geralmente exigem que o candidato a milionário pague para participar de um esquema de vender o próprio curso ou palestra do tipo "fique rico trabalhando na web". Muitas dessas promessas de "info produtos" acabam se revelando apenas versões da conhecida "pirâmide".

Se você tiver algum exemplo de negócio que deu certo, por gentileza, informe algum link de site, jornal ou revista imparcial. Não vale o site do próprio vendedor dos cursos e palestras, pois muitos deles apresentam exemplos milagrosos só para conquistar mais adeptos para o esquema.

Cristiano Maciel disse...

Caro Mário, sou um seguidor do seu trabalho desde 2000 quando o conheci justamente pela Internet. Tenho a maioria dos seus livros que por sinal já me ajudaram bastante. Sempre me fascinou ser um palestrante de sucesso e com certeza compraria um infoproduto seu ensinando sobre este tema pois sei que o sr. tem bagagem suficiente para desenvolver um curso online nesta área, já que é reconhecidamente um orador de sucesso no mercado off line.

Cristian disse...

Olá, Mario!
Acabei de ler o seu texto e é compreensível que você tenha essa visão, por ainda desconhecer essa realidade.
Oportuno o seu "em tempo". Quero sugerir que veja a série de entrevistas que estão em https://www.youtube.com/user/ignicaodigital/videos?sort=dd&view=0&shelf_id=0, em especial as de número 62, 60, 51, 52, 36, 31, 30 e 2.
Esses casos vão mostrar a você a realidade desses congressos e como funciona a parte financeira, que parece ter sido um dos focos.
Abraço!

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