Um leitor escreveu perguntando sobre questões como o palestrante e os impostos, melhor forma de cobrar do cliente, como proceder com prazos e coisas do tipo.
Isso depende muito de palestrante para palestrante. Eu, por exemplo, não faço serviços sem emitir nota fiscal, até por uma questão de coerência. Se uma empresa me contrata para ensinar seus colaboradores a trabalharem de forma correta, não faria sentido pedir ao palestrante para fazer isso "por baixo do pano" ou "por fora", pagando com recursos do "caixa dois".
Uma empresa que deseja ter colaboradores honesto precisa ela própria ser honesta. Eu sei que nem toda empresa segue a cartilha à risca, mas não cabe a mim interferir no modo de agir da empresa dos outros, mas posso sim traçar uma conduta ética para a minha própria empresa.
Alguém poderá discordar e responder com aquela ladainha de que os tributos no Brasil são injustos, que "todo mundo faz" ou qualquer outra desculpa. Isso fica com a consciência de cada um para resolver diante de Deus e dos homens. Se um dia a carga tributária inviabilizar minha atividade profissional, o jeito é partir para outra atividade viável, e não desviar para o submundo empresarial. Um amigo costumava dizer que quando você insiste trabalhar à margem do sistema, sua empresa será sempre marginal.
Esta semana vi a notícia de que a União Europeia estabeleceu critérios para a importação de etanol. Um deles é não ter sido produzido às custas da destruição de florestas, mananciais hídricos e vida silvestre. O mesmo procedimento já é adotado nas importações de papel, que exige a certificação da floresta de onde a madeira foi tirada para a produção da celulose. Hoje os grandes compradores de carne também têm exigências nestes sentido.
Agora imagine a cena: O palestrante é contratado para falar de saúde e chega cheirando a cigarro ou bebida. Ou é o palestrante de segurança no trabalho que chega à empresa dirigindo sem cinto de segurança. Ou negocia receber por fora para falar sobre "Ética no Trabalho". Faz sentido? Não, não faz.
Então a forma correta é ter uma empresa estabelecida e fornecer nota fiscal, ou então ser contratado como profissional autônomo e emitir um recibo, ciente de que o cliente fará a retenção dos impostos. Se achar que assim não dá para trabalhar, então aumente sua capacidade profissional, aprimore suas competências, trabalhe melhor sua marca e... cobre mais caro!
Dicas do palestrante Mario Persona para palestras, palestrantes, mestres de cerimônia, comediantes, oradores, conferencistas, professores, advogados, políticos, estudantes, apresentadores, líderes, repórteres, jornalistas, formadores de opinião...
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20/07/2011
Como o palestrante cobra?
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2 comentários:
Parabéns Mario, muito coerente, como sempre. Apesar da honestidade e fidelidade, serem obrigação do ser humano, no mundo de valores tão distorcidos, acho que o profissional, que age como seu exemplo, já está Trabalhando a sua marca, dando peso à mensagem que transmite.
Obrigado.
Certíssimo! Para mim que estou iniciando realmente é muito importante já começar corretamente!
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