Certa vez, em uma reunião prévia dos palestrantes com o cliente para um grande evento, este perguntou a cada um de nós palestrantes qual equipamento iríamos precisar para a palestra.
Cada palestrante expôs suas necessidades, principalmente de projeção, som, computador e microfone. Quando chegou a vez do experiente José Augusto Minarelli, ele disse simplesmente: "Um copo d'água". O cliente imediatamente disse que iria pedir para alguém servir água na sala, mas ele explicou que não era ali, era na hora da palestra.
Bons palestrantes conseguem fazer uma boa apresentação e reter a atenção do público só no gogó. Quem teve a oportunidade de ver um monólogo de duas horas com Paulo Autran sentado num banquinho no palco sabe o que é a soma de bom conteúdo com muito talento. As duas horas pareciam poucos minutos.
Com a tecnologia multimídia cada vez mais acessível, o palestrante deve tomar cuidado para não cair no erro em que caíam as gráficas quando começaram a fazer serviços usando o computador.
Antes elas tinham um número limitado de fontes para utilizar em seus textos e anúncios publicitários montados à mão. De repente, CDs com milhões de fontes ficaram disponíveis em todas a bancas e vivemos uma época quando os anúncios em jornais e revistas mais pareciam bilhete de sequestrador, daqueles que vêm com palavras montadas com letrinhas recortadas de jornais e revistas. Um verdadeiro festival de fontes.
O palestrante que se deixar seduzir pela tecnologia vai acabar indo pelo mesmo caminho e levando um caminhão de aparelhagem para sua apresentação. Alguns realmente necessitam disso, pois promovem shows de entretenimento dignos de um cassino de Las Vegas, com mágicas, danças e jogos de luz.
Mas a maioria não precisa disso e é bom ter em mente que quanto maior a parafernália tecnológica, maior sua bagagem e a exigência de pessoas para ajudarem a controlar tudo isso. Como você nem sempre encontrará gente habilitada para controlar seu show, pode acabar precisando levar gente só para isso, o que irá encarecer seus honorários.
O melhor mesmo é limitar ao máximo o uso de equipamentos e também evitar investir nisso. Alguns palestrantes compram seu próprio projetor (data-show) só para descobrirem depois que é um equipamento muito sensível e cuja lâmpada tem data de validade e custa quase o mesmo que o equipamento.
Também não vejo razão para levar seu próprio microfone, a menos que só consiga falar com um determinado tipo. Isto acontece quando o palestrante precisa usar as mãos durante sua apresentação ou é portador de alguma deficiência. Lembre-se de que, além de ficarem obsoletos rapidamente, equipamentos quebram, e é melhor que isto aconteça com o equipamento do cliente do que com o que você levou. Se acontecer com o seu, você será responsabilizado pela falha.
Se não for este o caso, o melhor mesmo é deixar que o cliente providencie tudo, pois há empresas especializadas para isso e o custo é irrelevante. Geralmente essas empresas dispõem de equipamentos de contingência e podem até enviar um técnico para controlar o equipamento.
Normalmente eu levo meu notebook e um pendrive com a apresentação, mas na maioria das vezes acabo usando o computador do próprio evento, que já está ligado e sendo usado por outros palestrantes. Não tem cabimento você exigir que o seu notebook seja ligado, a menos que tenha conteúdo exclusivo que só funciona em sua máquina.
Outro equipamento que levo e, este sim, considero importante, é um controle remoto para a troca de slides. É péssimo fazer uma palestra dizendo "o próximo, por favor", para um sonolento encarregado de mudar os slides em um micro longe de você.
Dicas do palestrante Mario Persona para palestras, palestrantes, mestres de cerimônia, comediantes, oradores, conferencistas, professores, advogados, políticos, estudantes, apresentadores, líderes, repórteres, jornalistas, formadores de opinião...
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23/08/2009
O palestrante e seus equipamentos
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10/07/2009
Palestrante precavido vale por dois
Um palestrante precavido vale por dois, mas não espere receber dois cachês por isso. Se você não quer ter surpresas em seu trabalho de palestrante, é bom prever todos os problemas que podem surgir antes, durante e depois de uma palestra.
Comece revisando o tema que vai apresentar e dando uma última ligada para seu contato no cliente para os detalhes finais. Esse contato do palestrante com o cliente poucos dias antes é importante por várias razões. Se a sua agenda de palestrante for parecida com a minha, pode acontecer de você ter vários eventos seguidos e acabar misturando na memória o que conversou com cada cliente. Isso poderá confundi-lo.
Além disso pode acontecer do cliente ter decidido alterar alguma coisa no tema da palestra ou e ter se esquecido de avisar o palestrante. Já aconteceu comigo. Enviei uma proposta com temas "A" e "B" e o cliente decidiu fechar com o tema "A". Por alguma razão deixei de fazer o que estou sugerindo aqui e não liguei na véspera para afinar os instrumentos.
Quando cheguei ao local peguei o programa do evento e lá estava o meu nome e o tema "B" ao invés do "A". Imediatamente corri para um canto do auditório, abri meu notebook e montei rapidamente os slides do tema "B" dentro da realidade do cliente antes que chegasse minha vez de ir à frente.
Para isso é importante que o palestrante seja um Dom Quixote e seu notebook o Sancho Pança - inseparáveis. É comum o palestrante ir preparado para falar 2 horas e descobrir que os palestrantes anteriores tomaram mais tempo do que o combinado e sobrar meia hora para a palestra. Nessa hora o jeito é abrir o notebook e eliminar alguns slides para adequar o tema ao tempo disponível para o palestrante.
Levar a palestra em mídias alternativas também é uma boa precaução que o palestrante deve adotar. Notebook, CD, pendrive e até colocá-la em uma área Web é aumentar a segurança, caso roubem seu notebook, o CD dê erro, e o pendrive caia na privada. Se você já derrubou um celular na privada sabe que pode acontecer também o pendrive. Participei de um evento no qual um palestrante trouxe sua apresentação apenas em pendrive incompatível com o computador que havia no palco. Precisei emprestar a ele meu notebook, que foi capaz de ler o arquivo, para ele poder continuar.
Não custa também ter seu próprio controle remoto, porque não há nada mais chato do que ficar pedindo para alguém trocar os slides. Pode apostar, o cara vai dormir ou alguém vai contar quantas vezes você disse "O seguinte", "Não, o anterior", "Volte um" etc. Eu tenho dois controles remotos porque uma vez achei que tinha esquecido o meu em um evento e comprei outro. Achei o primeiro algum tempo depois em uma mala.
Comece revisando o tema que vai apresentar e dando uma última ligada para seu contato no cliente para os detalhes finais. Esse contato do palestrante com o cliente poucos dias antes é importante por várias razões. Se a sua agenda de palestrante for parecida com a minha, pode acontecer de você ter vários eventos seguidos e acabar misturando na memória o que conversou com cada cliente. Isso poderá confundi-lo.
Além disso pode acontecer do cliente ter decidido alterar alguma coisa no tema da palestra ou e ter se esquecido de avisar o palestrante. Já aconteceu comigo. Enviei uma proposta com temas "A" e "B" e o cliente decidiu fechar com o tema "A". Por alguma razão deixei de fazer o que estou sugerindo aqui e não liguei na véspera para afinar os instrumentos.
Quando cheguei ao local peguei o programa do evento e lá estava o meu nome e o tema "B" ao invés do "A". Imediatamente corri para um canto do auditório, abri meu notebook e montei rapidamente os slides do tema "B" dentro da realidade do cliente antes que chegasse minha vez de ir à frente.
Para isso é importante que o palestrante seja um Dom Quixote e seu notebook o Sancho Pança - inseparáveis. É comum o palestrante ir preparado para falar 2 horas e descobrir que os palestrantes anteriores tomaram mais tempo do que o combinado e sobrar meia hora para a palestra. Nessa hora o jeito é abrir o notebook e eliminar alguns slides para adequar o tema ao tempo disponível para o palestrante.
Levar a palestra em mídias alternativas também é uma boa precaução que o palestrante deve adotar. Notebook, CD, pendrive e até colocá-la em uma área Web é aumentar a segurança, caso roubem seu notebook, o CD dê erro, e o pendrive caia na privada. Se você já derrubou um celular na privada sabe que pode acontecer também o pendrive. Participei de um evento no qual um palestrante trouxe sua apresentação apenas em pendrive incompatível com o computador que havia no palco. Precisei emprestar a ele meu notebook, que foi capaz de ler o arquivo, para ele poder continuar.
Não custa também ter seu próprio controle remoto, porque não há nada mais chato do que ficar pedindo para alguém trocar os slides. Pode apostar, o cara vai dormir ou alguém vai contar quantas vezes você disse "O seguinte", "Não, o anterior", "Volte um" etc. Eu tenho dois controles remotos porque uma vez achei que tinha esquecido o meu em um evento e comprei outro. Achei o primeiro algum tempo depois em uma mala.
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