Eu já devo ter falado sobre a organização da sala, mas vou repetir: a porta de entrada e saída (ou acesso a banheiros) nunca deve estar no mesmo lado do palco ou do local onde o palestrante irá ficar. Se você vai montar a sala, sempre que possível coloque as cadeiras de costas para a saída para evitar que as pessoas que entram e saem distraiam o público.
Dicas do palestrante Mario Persona para palestras, palestrantes, mestres de cerimônia, comediantes, oradores, conferencistas, professores, advogados, políticos, estudantes, apresentadores, líderes, repórteres, jornalistas, formadores de opinião...
Pesquisar este blog
Mostrando postagens com marcador palco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador palco. Mostrar todas as postagens
30/10/2010
01/11/2007
Iluminação, palco e controle remoto
Cada novo evento é uma nova oportunidade de observar dificuldades que você pode encontrar quando vai fazer uma palestra. A iluminação é muito importante e não espere que todas as vezes os técnicos saberão como aplicá-la. A empresa pode ser especializada em som, iluminação, projeção etc., mas se você não observar tudo as coisas podem complicar.
Em um evento, na falta de spots de luz do teto, os técnicos improvisaram colocando dois spots iluminando a parede atrás do palco, entre os dois telões, e mais dois spots de mil watts cada no chão do palco iluminando o palestrante por trás.
Coloquei-me numa das cadeiras do auditório ainda vazio para ver o efeito. Logo imaginei o que aconteceria. Para você ter uma idéia, imagine uma cena do filme "Carrie A Estranha" com Carrie caminhando no meio da estrada e um carro vindo por trás com os dois faróis acesos. Da Carrie você vê apenas uma penumbra fantasmagórica onde devia ser o rosto, enquanto os faróis altos fazem seu rosto lacrimejar.
Foi assim que me vi como a Carrie sobre o palco, e bastaram dois minutos olhando em direção àqueles faróis de mil watts para começar a ver bolinhas coloridas quando fechava os olhos. Imagine se alguém na platéia iria aguentar uma hora e meia com aqueles faróis na cara, tentando descobrir se aquele vulto no palco era o palestrante ou Carrie, a Estranha.
Os faróis eu pedi para tirar, mas o palco não deu para mudar. O piso era mole demais para meu peso e pouco me movimentei com medo de alguém filmar e o vídeo, quando eu sumisse em algum buraco aberto por meus pés, fosse parar no YouTube.
Faltou falar do controle remoto. Aqui vai. Quando você perceber que o computador do pessoal da empresa que cuida da técnica do evento está a dez quilômetros do palco, lá no fundo de um auditório para centenas de pessoas, pode apostar que o controle remoto vai falhar. E falhou. Uma, duas, dez, mil vezes, criando uma irritação em mim que foi difícil de dissimular para não pegar na platéia.
É realmente péssimo você precisar olhar para os telões atrás de você todas as vezes para conferir se o slide foi mudado ou se você, no desespero de fazer funcionar, não avançou dois ou três. Lembre-se: quando você estiver no palco a responsabilidade pelo sucesso ou fracasso é sua. Faça o que puder antes disso para que problemas técnicos não atrapalhem seu desempenho.
Em um evento, na falta de spots de luz do teto, os técnicos improvisaram colocando dois spots iluminando a parede atrás do palco, entre os dois telões, e mais dois spots de mil watts cada no chão do palco iluminando o palestrante por trás.
Coloquei-me numa das cadeiras do auditório ainda vazio para ver o efeito. Logo imaginei o que aconteceria. Para você ter uma idéia, imagine uma cena do filme "Carrie A Estranha" com Carrie caminhando no meio da estrada e um carro vindo por trás com os dois faróis acesos. Da Carrie você vê apenas uma penumbra fantasmagórica onde devia ser o rosto, enquanto os faróis altos fazem seu rosto lacrimejar.
Foi assim que me vi como a Carrie sobre o palco, e bastaram dois minutos olhando em direção àqueles faróis de mil watts para começar a ver bolinhas coloridas quando fechava os olhos. Imagine se alguém na platéia iria aguentar uma hora e meia com aqueles faróis na cara, tentando descobrir se aquele vulto no palco era o palestrante ou Carrie, a Estranha.
Os faróis eu pedi para tirar, mas o palco não deu para mudar. O piso era mole demais para meu peso e pouco me movimentei com medo de alguém filmar e o vídeo, quando eu sumisse em algum buraco aberto por meus pés, fosse parar no YouTube.
Faltou falar do controle remoto. Aqui vai. Quando você perceber que o computador do pessoal da empresa que cuida da técnica do evento está a dez quilômetros do palco, lá no fundo de um auditório para centenas de pessoas, pode apostar que o controle remoto vai falhar. E falhou. Uma, duas, dez, mil vezes, criando uma irritação em mim que foi difícil de dissimular para não pegar na platéia.
É realmente péssimo você precisar olhar para os telões atrás de você todas as vezes para conferir se o slide foi mudado ou se você, no desespero de fazer funcionar, não avançou dois ou três. Lembre-se: quando você estiver no palco a responsabilidade pelo sucesso ou fracasso é sua. Faça o que puder antes disso para que problemas técnicos não atrapalhem seu desempenho.
Marcadores:
Carrie a Estranha,
controle remoto,
eventos,
faróis,
iluminação,
palco,
platéia,
projeção,
técnica
08/02/2007
Adrenalina e recompensa
Falar em público gera muita adrenalina, porque você nunca tem o total controle da situação e nem sempre é possível prever como o público vai reagir. Nunca existe uma segurança de que as coisas vão sair bem. Então você entra no palco, sempre sabendo que algo poderá dar errado e que os olhares poderão ser contrários.
E tem o humor da platéia. Você pode pegar a platéia num mal dia! Ela é um organismo, às vezes acorda bem, às vezes acorda mal, está de bom ou mau humor. Tem também a influência do horário e o tempo que você tem para falar. Então, o palco é um lugar perigoso, quando você entra tem alguns minutos para descobrir em que ambiente está andando para depois começar a desenvolver.
Creio que todo palestrante sente isso, mas há alguns receios. Eu tive cãimbra no meio de uma palestra. Meu pé sofreu cãimbras terríveis e eu não podia fazer nada, eu tinha simplesmente que continuar, me posicionar da melhor maneira que eu pudesse!
Existem essas coisas, mas existe também a gratificação de terminar uma palestra e a pessoa dizer: “Mário, eu precisava ouvir isso!” Ou algo deste tipo. Já recebi e-mails que me deixaram emocionado. Depois de uma palestra que eu achei que não foi legal, em que eu senti que não estava nos meus melhores dias, recebi e-mails de pessoas dizendo que era exatamente aquilo que elas precisavam escutar, que aquilo ajudou muito na carreira.
Fora outras pessoas que escrevem depois de meses após algum evento e dizem que hoje estão em uma determinada posição, ou trabalhando em um determinado lugar e agradecem os conselhos e conceitos que compartilhei. Isso é muito importante e gratificante para qualquer pessoa que trabalhe na área de palestras, como para professores também, que têm muito em comum com o palestrante neste sentido.
E tem o humor da platéia. Você pode pegar a platéia num mal dia! Ela é um organismo, às vezes acorda bem, às vezes acorda mal, está de bom ou mau humor. Tem também a influência do horário e o tempo que você tem para falar. Então, o palco é um lugar perigoso, quando você entra tem alguns minutos para descobrir em que ambiente está andando para depois começar a desenvolver.
Creio que todo palestrante sente isso, mas há alguns receios. Eu tive cãimbra no meio de uma palestra. Meu pé sofreu cãimbras terríveis e eu não podia fazer nada, eu tinha simplesmente que continuar, me posicionar da melhor maneira que eu pudesse!
Existem essas coisas, mas existe também a gratificação de terminar uma palestra e a pessoa dizer: “Mário, eu precisava ouvir isso!” Ou algo deste tipo. Já recebi e-mails que me deixaram emocionado. Depois de uma palestra que eu achei que não foi legal, em que eu senti que não estava nos meus melhores dias, recebi e-mails de pessoas dizendo que era exatamente aquilo que elas precisavam escutar, que aquilo ajudou muito na carreira.
Fora outras pessoas que escrevem depois de meses após algum evento e dizem que hoje estão em uma determinada posição, ou trabalhando em um determinado lugar e agradecem os conselhos e conceitos que compartilhei. Isso é muito importante e gratificante para qualquer pessoa que trabalhe na área de palestras, como para professores também, que têm muito em comum com o palestrante neste sentido.
Marcadores:
adrenalina,
cãimbras,
palco,
palestra,
palestrante,
platéia humor,
público
Assinar:
Postagens (Atom)
Postagens populares
-
Alguém perguntou sobre agências de palestrantes. Vejo que as agências tinham um papel mais importante há alguns anos porque eram praticament...
-
Já é o quarto ou quinto convite que recebo nos últimos dois meses para gravar um vídeo para ser apresentado em um congresso ou simpósio onli...
-
Na grande maioria dos serviços que presto, não é feito um contrato para palestras ou treinamentos, já que trabalho mais com empresas grandes...
-
A não ser que você seja um autor famoso, esqueça ganhar dinheiro com livros no Brasil. Evitar o e-book também não protege ninguém de ter o l...
-
Não existe um preço fixo para palestras, mesmo porque não há duas palestras exatamente iguais. Posso dar um treinamento in company de várias...
-
Vou contar um segredo. Um segredo de todo escritor, palestrante e professor. Trata-se de uma regra fácil, útil e poderosa para quem a conhec...
-
Como o próprio Tom Peters disse em sua entrevista (veja texto anterior), todo palestrante deve procurar escrever um livro. Mesmo que você só...
-
Qual é o seu estilo? Falo de aparência, modo de falar, tonalidade da voz e coisas do tipo. Cada palestrante tem seu estilo e o estilo pode s...
-
Encontrei um texto muito bom com dias para o palestrante lançar seu livro. É claro que antes o palestrante precisa escrever o livro e public...
-
Nem sempre a dificuldade é quanto cobrar, mas como cobrar. Isso depende do cliente. Na dúvida, 100% para entrar em cena. Quando você lida co...