Promotores de eventos costumam enfrentar um dilema na hora de trazer um palestrante para sua cidade: quanto gastar para tornar o evento lucrativo? A resposta é “nada”. Talvez você não acredite que seja possível organizar um evento sem gastar nada, mas posso garantir que já vi eventos serem feitos com um custo muito próximo do zero. Se o promotor estabelecer sua meta de custo como “zero”, mesmo que precise gastar um pouco ainda terá uma boa margem de lucro.
Dicas do palestrante Mario Persona para palestras, palestrantes, mestres de cerimônia, comediantes, oradores, conferencistas, professores, advogados, políticos, estudantes, apresentadores, líderes, repórteres, jornalistas, formadores de opinião...
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28/10/2013
O segredo de um evento lucrativo
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05/09/2012
O palestrante e a promocao de eventos
Creio que uns 90% de minha atividade em palestras, workshops, treinamentos e coaching seja em eventos "in company". Quero dizer, na maioria das vezes sou contratado por empresas que desejam investir em seu pessoal contratando alguém "out company". Em um mercado de solavancos, quem está dentro da garrafa nem sempre consegue ler o rótulo, daí buscar um palestrante de fora para dar o recado.
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15/12/2010
O palestrante e o workshop
Empresas contratam palestrantes para diferentes atividades: keynote speaker, palestra, workshop, treinamento, moderar debates etc. Antes de enviar uma proposta é bom o palestrante saber exatamente o que o cliente deseja.
15/01/2010
O diagnostico do palestrante
Antes de começar uma palestra, o palestrante deve fazer um diagnóstico de si mesmo e do evento como um todo, para descobrir o que é valor para seu público. Entenda aqui como "palestrante" qualquer pessoa que irá fazer uma apresentação de ideias, seja como profissional de comunicação, seja como funcionário de uma empresa participando de uma reunião. Ele está ali a fim de entregar valor à audiência, e esse valor depende de vários fatores.
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20/06/2009
Palestrante escritor
Você não precisa ser escritor para ser palestrante, e nem todo escritor é palestrante. Portanto, se você deseja ser palestrante, mas não sabe escrever o suficiente para ter um livro, não se preocupe com isso. Ninguém é menos palestrante por não ser escritor.
Mas o livro é importante para a carreira do palestrante, pois além de criar uma aura de alguém erudito, permite que suas idéias permaneçam mesmo quando ele para de falar. Se você for um palestrante com pouca habilidade para escrever, contrate um ghost writer para colocar suas idéias no papel.
Geralmente quando o palestrante pensa em em escrever, pensa em livros, mas essa é uma visão limitada. Se por um lado o interesse por livros tem caído nos últimos anos com a competição das novas mídias, a atividade de escrever só tem crescido. Se um dia os livros deixarem de existir, os escritores continuarão existindo.
Todo tipo de mensagem, seja ela em formato texto, áudio ou vídeo, acaba tendo um escritor por trás. Quando o Jô fala em seu programa, ele não fala tudo de si, mas fala o que sua equipe escreve. Quando o âncora do telejornal fala, ele lê o que outro escreveu. A novela nada mais é do que um romance escrito por alguém e levado à tela em capítulos diários.
Quando os roteiristas de Hollywood fazem greve, o Brad Pitt fica mudo. Quando a equipe de escritores de humor do David Letterman para, o David perde a graça. Todos eles dependem dos textos dessas mentes extraordinárias que trabalham nos bastidores.
Mas, infelizmente, ainda tem muito jovem talentoso olhando para o mercado com as lentes do passado. Jornalistas, em especial, sonham trabalhar numa daquelas redações da década de sessenta, sem perceber que tem cada vez menos gente lá.
Como palestrante, ganho dinheiro escrevendo, mas não vendendo livros, porque não são best-sellers. Meus livros eu escrevi para ganhar dinheiro como palestrante, e eles têm ajudado. Escrevo meu blog com a mesma intenção (exceto meus blogs e vídeos onde falo de minha fé). É por isso que não levo livros para vender em palestras, e nem insisto para o cliente comprar meus livros, porque quando vou fazer uma palestra o objetivo do livro já foi atingido, que é o de ajudar no fortalecimento de minha marca e gerar contratos.
Escrevo o tempo todo, e não apenas pensando em livros. Até as entrevistas eu procuro dar por escrito (ou gravo enquanto falo) para ter depois material para meu site ou para transformar em matéria da TV Barbante. Aliás, escrever traz também surpresas agradáveis, como saber que meus textos têm sido usados em várias provas de concursos públicos. Se você pretende prestar concurso, comece a ler meus textos...
Resumindo tudo, eu não seria o palestrante que sou se não fosse escritor, mas poderia ser palestrante assim mesmo. Portanto, qualquer palestrante que tenha alguma inclinação para as letras deve traçar sua estratégia de carreira com a seguinte pergunta em mente: como posso capitalizar em cima de meus textos? Na maioria das vezes a resposta não será "escrevendo um livro" ou vendendo seus textos, mas simplesmente ajudando as pessoas com a disseminação da informação que você tem para transmitir.
Mas o livro é importante para a carreira do palestrante, pois além de criar uma aura de alguém erudito, permite que suas idéias permaneçam mesmo quando ele para de falar. Se você for um palestrante com pouca habilidade para escrever, contrate um ghost writer para colocar suas idéias no papel.
Geralmente quando o palestrante pensa em em escrever, pensa em livros, mas essa é uma visão limitada. Se por um lado o interesse por livros tem caído nos últimos anos com a competição das novas mídias, a atividade de escrever só tem crescido. Se um dia os livros deixarem de existir, os escritores continuarão existindo.
Todo tipo de mensagem, seja ela em formato texto, áudio ou vídeo, acaba tendo um escritor por trás. Quando o Jô fala em seu programa, ele não fala tudo de si, mas fala o que sua equipe escreve. Quando o âncora do telejornal fala, ele lê o que outro escreveu. A novela nada mais é do que um romance escrito por alguém e levado à tela em capítulos diários.
Quando os roteiristas de Hollywood fazem greve, o Brad Pitt fica mudo. Quando a equipe de escritores de humor do David Letterman para, o David perde a graça. Todos eles dependem dos textos dessas mentes extraordinárias que trabalham nos bastidores.
Mas, infelizmente, ainda tem muito jovem talentoso olhando para o mercado com as lentes do passado. Jornalistas, em especial, sonham trabalhar numa daquelas redações da década de sessenta, sem perceber que tem cada vez menos gente lá.
Como palestrante, ganho dinheiro escrevendo, mas não vendendo livros, porque não são best-sellers. Meus livros eu escrevi para ganhar dinheiro como palestrante, e eles têm ajudado. Escrevo meu blog com a mesma intenção (exceto meus blogs e vídeos onde falo de minha fé). É por isso que não levo livros para vender em palestras, e nem insisto para o cliente comprar meus livros, porque quando vou fazer uma palestra o objetivo do livro já foi atingido, que é o de ajudar no fortalecimento de minha marca e gerar contratos.
Escrevo o tempo todo, e não apenas pensando em livros. Até as entrevistas eu procuro dar por escrito (ou gravo enquanto falo) para ter depois material para meu site ou para transformar em matéria da TV Barbante. Aliás, escrever traz também surpresas agradáveis, como saber que meus textos têm sido usados em várias provas de concursos públicos. Se você pretende prestar concurso, comece a ler meus textos...
Resumindo tudo, eu não seria o palestrante que sou se não fosse escritor, mas poderia ser palestrante assim mesmo. Portanto, qualquer palestrante que tenha alguma inclinação para as letras deve traçar sua estratégia de carreira com a seguinte pergunta em mente: como posso capitalizar em cima de meus textos? Na maioria das vezes a resposta não será "escrevendo um livro" ou vendendo seus textos, mas simplesmente ajudando as pessoas com a disseminação da informação que você tem para transmitir.
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05/11/2007
Como cobrar
Nem sempre a dificuldade é quanto cobrar, mas como cobrar. Isso depende do cliente. Na dúvida, 100% para entrar em cena. Quando você lida com empresas idôneas, geralmente não há muita dificuldade em receber.
A maioria dos pagamentos é feita por depósito em conta da empresa mediante apresentação de nota fiscal. Não trabalho sem nota. E como poderia, se meu papel como palestrante é apontar como pessoas e empresas devem trabalhar? Portanto as solicitações de desconto usando o argumento da nota para reduzir encargos não pega.
Até um certo valor o cliente retém e recolhe apenas Imposto de Renda. A partir daí retém também PIS, COFINS e Contribuição Social. O cliente não retém INSS por se tratar, no meu caso, de sócio-diretor sem empregados quem faz o trabalho. Algumas cidades obrigam a retenção do ISS no local do evento, outras não exigem isso, e outras exigem que você se cadastre na prefeitura para provar que realmente não está estabelecido lá. Portanto, na hora de dar preço, deixe claro se os impostos estão ou não embutidos para retenção.
Até hoje só levei um calote, mas foi distração minha. Não me dei conta de que estava tratando com um diretório acadêmico (pensava estar tratando com a direção de uma faculdade), e acabei ficando apenas com os 30% do adiantamento que havia pedido. Os 70% restantes devem ter virado cerveja em alguma noitada do pessoal do diretório acadêmico.
Grandes empresas não pagam adiantamentos, seja lá qual for a porcentagem, pois você vai entrar no processo de pagamento deles, o que pode acontecer na mesma semana do evento ou às vezes até 60 dias depois. Dependendo do caso, é pegar ou largar, porque algumas empresas são extremamente engessadas nesse sentido.
Normalmente costumo pedir 50% de adiantamento para reserva da data, propondo uma retenção de 10% do valor total no caso de cancelamento por parte do cliente. Um compromisso para a reserva da data é importante pois como você é só um, se marcar data com um está sujeito a perder a mesma data solicitada por outro depois. Se o primeiro desistir, você fica sem os dois.
Atenção especial deve ser dada a promotores de eventos, principalmente iniciantes que se aventuram a lançar sua palestra e cobrar ingressos. Quando o sujeito é novo no ramo, ele provavelmente vai quebrar a cara porque não é fácil montar um evento, conseguir patrocínio e público pagante se o promotor não for bom na praça.
Eu não tenho mais participado de eventos assim, pois em alguns deles o promotor acabou solicitando uma renegociação do saldo para reduzir seu prejuízo com o pouco público que conseguiu reunir. E isso por descuidos, como marcar a palestra no dia de outro evento importante na cidade, marcar palestra para universitários em junho, que é mês de provas, e coisas assim.
Alguns clientes se contentam com uma carta proposta ou carta de intenções, mas outros exigem um contrato (no meu caso, raramente acontece). Se passar pelo jurídico pode apostar que vai acontecer, pois o advogado estará cumprindo seu papel. O arrepio é que às vezes é exigida uma multa caso você não compareça, e é bom acrescentar uma exceção para casos fortuitos.
Também é importante deixar claro que a multa é de uma porcentagem sobre o que você cobraria, e não sobre os custos do evento (já aconteceu de pedirem isso), pois vai que decidam contratar também um show dos Rolling Stones e você, por causa de uma unha encravada, seja obrigado a pagar uma multa de 30% do cachê que eles cobram...
A maioria dos pagamentos é feita por depósito em conta da empresa mediante apresentação de nota fiscal. Não trabalho sem nota. E como poderia, se meu papel como palestrante é apontar como pessoas e empresas devem trabalhar? Portanto as solicitações de desconto usando o argumento da nota para reduzir encargos não pega.
Até um certo valor o cliente retém e recolhe apenas Imposto de Renda. A partir daí retém também PIS, COFINS e Contribuição Social. O cliente não retém INSS por se tratar, no meu caso, de sócio-diretor sem empregados quem faz o trabalho. Algumas cidades obrigam a retenção do ISS no local do evento, outras não exigem isso, e outras exigem que você se cadastre na prefeitura para provar que realmente não está estabelecido lá. Portanto, na hora de dar preço, deixe claro se os impostos estão ou não embutidos para retenção.
Até hoje só levei um calote, mas foi distração minha. Não me dei conta de que estava tratando com um diretório acadêmico (pensava estar tratando com a direção de uma faculdade), e acabei ficando apenas com os 30% do adiantamento que havia pedido. Os 70% restantes devem ter virado cerveja em alguma noitada do pessoal do diretório acadêmico.
Grandes empresas não pagam adiantamentos, seja lá qual for a porcentagem, pois você vai entrar no processo de pagamento deles, o que pode acontecer na mesma semana do evento ou às vezes até 60 dias depois. Dependendo do caso, é pegar ou largar, porque algumas empresas são extremamente engessadas nesse sentido.
Normalmente costumo pedir 50% de adiantamento para reserva da data, propondo uma retenção de 10% do valor total no caso de cancelamento por parte do cliente. Um compromisso para a reserva da data é importante pois como você é só um, se marcar data com um está sujeito a perder a mesma data solicitada por outro depois. Se o primeiro desistir, você fica sem os dois.
Atenção especial deve ser dada a promotores de eventos, principalmente iniciantes que se aventuram a lançar sua palestra e cobrar ingressos. Quando o sujeito é novo no ramo, ele provavelmente vai quebrar a cara porque não é fácil montar um evento, conseguir patrocínio e público pagante se o promotor não for bom na praça.
Eu não tenho mais participado de eventos assim, pois em alguns deles o promotor acabou solicitando uma renegociação do saldo para reduzir seu prejuízo com o pouco público que conseguiu reunir. E isso por descuidos, como marcar a palestra no dia de outro evento importante na cidade, marcar palestra para universitários em junho, que é mês de provas, e coisas assim.
Alguns clientes se contentam com uma carta proposta ou carta de intenções, mas outros exigem um contrato (no meu caso, raramente acontece). Se passar pelo jurídico pode apostar que vai acontecer, pois o advogado estará cumprindo seu papel. O arrepio é que às vezes é exigida uma multa caso você não compareça, e é bom acrescentar uma exceção para casos fortuitos.
Também é importante deixar claro que a multa é de uma porcentagem sobre o que você cobraria, e não sobre os custos do evento (já aconteceu de pedirem isso), pois vai que decidam contratar também um show dos Rolling Stones e você, por causa de uma unha encravada, seja obrigado a pagar uma multa de 30% do cachê que eles cobram...
05/02/2007
Escolha de palestrante
Nem sempre o cliente sabe escolher o palestrante ou definir o perfil ideal para seu evento. Eu me lembro de uma empresa que me consultou querendo um trabalho na área de logística da informação. É um assunto que domino, então pesquisei no site dessa empresa, para desenvolver uma proposta voltada para as necessidades que ela me colocou.
Apresentei a proposta, passou um tempo e eu não recebia resposta alguma. Entrei em contato e descobri que eles tinham contratado um mágico. O que tinha acontecido ali? A pessoa incumbida pela contratação não sabia o que a empresa queria ou qual a necessidade do momento. Estavam precisando muito mais de um trabalho motivacional, o evento era mais festivo, do que de um profissional para falar de logística da informação.
Numa outra empresa, por exemplo, onde eu desenvolvi um trabalho de gestão e mudanças, eles planejaram maravilhosamente bem. Era uma semana da qualidade, fiz a palestra de abertura, criando então o caminho para todos os outros que viriam naquela semana, como consultores contratados, internos, etc. E, no último dia, fecharam aquela semana com um churrasco para todos os colaboradores e um circo empresarial.
Ficou ótimo, porque eles souberam colocar cada atividade, cada tema, cada perfil, no momento certo. O evento começou preparando o caminho e fechou com um momento grandioso e festivo, alegre e divertido. Aquilo marcou muito, tanto que eu voltei outras vezes e os outros profissionais também, porque eles souberam aplicar o projeto, souberam como investir.
É muito importante que a empresa que contrata saiba o que quer para ter os resultados que ela busca. Porque em alguns momentos ela vai precisar de alguém que chegue lá na frente, não conte nenhuma piada e ensine várias coisas e o pessoal saia com algo novo. Em outros momentos, vai precisar que eles aprendam, mas aprendam com bom humor, etc.
É importante que a empresa aprenda a conviver com os palestrantes ou escolher estes profissionais e se aperfeiçoem em relação à cultura e à aquisição de serviços de palestrantes. Mas é importante também que você saiba aconselhar a empresa. Se perceber que aquilo que desejam não é sua praia, não insista em vender algo que irá causar uma decepção depois.
Apresentei a proposta, passou um tempo e eu não recebia resposta alguma. Entrei em contato e descobri que eles tinham contratado um mágico. O que tinha acontecido ali? A pessoa incumbida pela contratação não sabia o que a empresa queria ou qual a necessidade do momento. Estavam precisando muito mais de um trabalho motivacional, o evento era mais festivo, do que de um profissional para falar de logística da informação.
Numa outra empresa, por exemplo, onde eu desenvolvi um trabalho de gestão e mudanças, eles planejaram maravilhosamente bem. Era uma semana da qualidade, fiz a palestra de abertura, criando então o caminho para todos os outros que viriam naquela semana, como consultores contratados, internos, etc. E, no último dia, fecharam aquela semana com um churrasco para todos os colaboradores e um circo empresarial.
Ficou ótimo, porque eles souberam colocar cada atividade, cada tema, cada perfil, no momento certo. O evento começou preparando o caminho e fechou com um momento grandioso e festivo, alegre e divertido. Aquilo marcou muito, tanto que eu voltei outras vezes e os outros profissionais também, porque eles souberam aplicar o projeto, souberam como investir.
É muito importante que a empresa que contrata saiba o que quer para ter os resultados que ela busca. Porque em alguns momentos ela vai precisar de alguém que chegue lá na frente, não conte nenhuma piada e ensine várias coisas e o pessoal saia com algo novo. Em outros momentos, vai precisar que eles aprendam, mas aprendam com bom humor, etc.
É importante que a empresa aprenda a conviver com os palestrantes ou escolher estes profissionais e se aperfeiçoem em relação à cultura e à aquisição de serviços de palestrantes. Mas é importante também que você saiba aconselhar a empresa. Se perceber que aquilo que desejam não é sua praia, não insista em vender algo que irá causar uma decepção depois.
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