Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador treinamentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador treinamentos. Mostrar todas as postagens

18/03/2013

Limites pessoais do palestrante

Todo palestrante deve ter seus limites, tanto os que determina para si mesmo, como os que sua capacidade -- ou a falta dela -- vierem a estabelecer.Traduzo livros de administração, marketing, comunicação e muitos outros assuntos, e quem trabalha como tradutor sabe que não será capaz de atender qualquer demanda.  Já me recusei a fazer traduções de livros técnicos de informática por minha capacitação e vocabulário não abrangerem esta área. Agindo assim procuro ser honesto para comigo mesmo e com o cliente. Com palestras não é diferente. Por ser um tradutor de conceitos, cada palestrante possui sua própria área de conhecimento, que certamente não é ampla o suficiente para abranger qualquer assunto. Por isso você deve evitar falar daquilo que não entende.

13/06/2012

O palestrante e as reunioes previas

Se você pretende atuar como palestrante em todo o país ou até no exterior, irá precisar de uma estratégia para quando o cliente pedir uma reunião prévia antes de contratá-lo. Em um grande centro como São Paulo é comum as empresas pedirem que você vá visitá-las apenas para eles poderem conhecê-lo, pois é assim também que procedem com outros fornecedores de produtos e serviços.

24/05/2010

Temas para palestrantes

É difícil definir quais os melhores temas para um palestrante ter em seu cardápio de serviços. A escolha do tema vai depender muito de cada palestrante e do perfil de empresas ou eventos que pretende atender.

05/02/2010

O palestrante e seus filmes

Quando quase ninguém tinha Internet, o palestrante que incluísse fotos engraçadas em suas apresentações podia agradar o público. Com a popularização da Internet e as fotos engraçadas chegando em spam e correntes, quase todo mundo já viu quase todas elas, por isso ficou difícil o palestrante encontrar algo inédito.

04/04/2009

Imprevistos, do palestrante ou do evento

Imprevistos acontecem, e o palestrante deve estar pronto a evitá-los e contorná-los. Obviamente até palestrantes são seres humanos, sujeitos a doenças, acidentes e até à morte, portanto sempre existe a possibilidade de você não conseguir cumprir algo que prometeu. Mesmo assim, horários devem ser vistos como sagrados na carreira do palestrante, mas é importante saber administrar o horário também de outras pessoas para não queimar o seu filme.

Em uma palestra aberta ao público, quando viu que o número de pessoas presentes ao evento era pequeno, o promotor me segurou nos bastidores o máximo que pode esperando que mais gente chegasse. Com isso fiquei mais de uma hora preso no camarim e o público que efetivamente tinha chegado no horário ficou o mesmo tempo esperando. Adivinha quem eles pensavam que tinha se atrasado quando apareci no palco? O palestrante, evidentemente.

Em outro evento, um treinamento para profissionais liberais das 14 às 18 horas, o promotor me pegou no aeroporto insistindo que era seu costume levar o palestrante para almoçar em um ponto turístico da cidade, a uma distância considerável do local do evento. O restaurante atrasou o almoço, pegamos trânsito na volta e entrei na sala do treinamento correndo, suado, envergonhado e com as idéias em turbilhão. Cerca de 40 pessoas me esperavam há 30 minutos.

Em um evento com vários palestrantes, o palestrante que daria a primeira palestra da manhã simplesmente sumiu. Segundo o hotel, ele nem tinha dormido em seu quarto. Felizmente eu e outros palestrantes já estávamos ali e o cliente conseguiu alterar a grade de palestras do evento, o que de certa forma desapontou muitos participantes que vinham apenas para ver uma ou outra palestra de seu interesse e não encontraram o que queriam no horário planejado. Eu mesmo, que faria minha palestra à tarde, acabei fazendo de manhã, antes do almoço.

O palestrante sumido só foi aparecer na hora do almoço, com a roupa toda amassada, a barba por fazer, acompanhado de uma "amiga" que trouxe da noite. Nem preciso dizer que seu nome foi riscado da agenda do cliente. Fica aí o alerta para quem gosta de conhecer a noite de uma cidade estranha na véspera de uma palestra. Não digo que você irá agir de forma irresponsável como esse palestrante, mas sempre existe o risco de um assalto, um acidente ou uma comida diferente fazer mal bem na hora de sua palestra no dia seguinte.

Portanto, procure ao máximo minimizar os riscos e administrar seu tempo e também o das pessoas que acabarão interferindo no seu. Não aceite informações sem verificar. Eu mesmo caí numa armadilha quando acordei cedo no hotel onde seria um treinamento, desci à sala para preparar meu material e equipamento, e a encontrei fechada. Pedi informações na recepção e avisaram que a empresa tinha solicitado a sala a partir das 9 horas da manhã, ao contrário da informação que eu tinha, que era de iniciar às 8 horas. Como ainda eram 7 horas, voltei ao quarto. Retornei à sala cinco minutos após as 8 horas, só para encontrar todos os participantes presentes e me aguardando.

Até hoje só precisei cancelar uma presença em evento, apesar de muitas chegadas em cima da hora por culpa de vôos que atrasaram ou de situações como as que mencionei no início. A única vez em que precisei ligar para o cliente e suspender um treinamento que seria no dia seguinte foi quando minha mãe estava prestes a morrer vítima de câncer. Quando percebi que sua hora se aproximava, liguei para o cliente que entendeu perfeitamente a situação e conseguiu renegociar com o hotel e o buffet uma nova data. No dia seguinte, no horário do evento cancelado, eu estava ao lado de minha mãe quando ela deu o seu último suspiro.

31/10/2008

Palestras em tempos de crise

A dúvida de muitos palestrantes está no quanto a atual crise pode afetar o mercado de palestras e eventos. A resposta é que pode afetar muito, está afetando e vai afetar ainda mais. Muitas empresas estão revendo e cancelando gastos com eventos já programados e, em função da época do surgimento da crise, irão planejar o orçamento para o próximo ano levando em conta tempos bicudos. Mesmo que o tsuname não passe de marola, o orçamento estará cicatrizado então.

Não se pode culpar os empresários por estarem fazendo mais um ou dois furos no cinto, mas também é bom enxergar que a ameaça é relativa. Palestrantes mais voltados ao entretenimento devem sofrer mais com a crise, já que os eventos puramente festivos serão reduzidos. O panetone de fim de ano também será de marca inferior.

Aqueles que têm uma mensagem puramente motivacional, do tipo auto-ajuda, você pode, você consegue etc., ainda podem ser de alguma ajuda para motivar equipes desanimadas e trabalhando sob ameaça de cortes, mas muitas empresas já estão um pouco cansadas de experiências vazias nesse sentido.

Mas, se o profissional for bom, e não ficar apenas naquele oba-oba vazio de frases feitas tipo alguns horóscopos piegas de jornal, ele poderá ajudar a equipe.

Creio que quem se dará melhor nestes tempos de crise serão os palestrantes capazes de realmente ajudar as empresas a venderem mais, a prepararem suas equipes e a reduzirem seus custos. Neste caso os workshops e treinamentos, mais longos e com mais conteúdo são mais úteis, por não se limitarem ao mero empurrão que normalmente é dado de forma resumida numa palestra. Só que aí entra a questão do preço.

Um palestrante de renome pode cobrar mundos e fundos para falar uma hora, pois sua marca e exposição na mídia, além de seu conhecimento, ajudam a determinar seu preço. Mas quando o assunto é treinamento, o mercado é completamente diferente e nem sempre os palestrantes bam-bam-bam atuam nesse segmento, pois aí estarão concorrendo com as consultorias que dão treinamentos cobrados por hora. Obviamente um palestrante que cobre dez mil reais para falar uma hora em uma palestra não vai poder cobrar 80 mil para falar um dia inteiro. O que fazer?

O jeito é estar consciente dessa diferença e ter um preço adequado para treinamentos. O cálculo é simples: Considerando que ele cobre dez mil para falar uma hora em um dia que provavelmente será gasto exclusivamente para atender aquele cliente, se falar algumas horas a mais isso não precisa necessariamente ter uma influência exponencial no preço. Raramente um palestrante consegue atender mais de um evento em um mesmo dia, principalmente porque a maioria dos eventos envolvem viagens. Dependendo do lugar e do horário do evento, ele pode ter sido obrigado a comprometer um dia para a viagem de ida, um dia para o evento e mais um dia para a viagem de volta.

Portanto, se quiser atuar com workshops e treinamentos, seu preço não poderá ser muito mais do que o praticado para uma palestra de uma hora ou ele ficará astronomicamente fora dos padrões da concorrência que agora inclui também empresas de consultoria sem qualquer exposição na mídia. Mesmo assim o treinamento feito com um palestrante de renome será mais caro do que o de uma consultoria. Será que o cliente concordará em pagar? Minha experiência tem demonstrado que sim, principalmente por causa do efeito McDonald's.

Um amigo que viajava muito por todos os países do mundo costumava dizer que só comia no McDonald's. Não que ele gostasse tanto assim, mas porque sabia o que iria encontrar. Uma refeição em um boteco qualquer da Índia ou Guatemala podia até ser melhor e mais barato, mas sempre seria um risco. Então ele só ia no McDonald's, que às vezes podia sair até mais caro. Eu mesmo gosto de ficar em hotéis de grandes redes por este motivo. Dá trabalho entender o quarto e o serviço de cada hotel, e os quartos e serviços de hotéis de rede são sempre iguais.

Ao contratar o treinamento de uma empresa de consultoria o cliente nem sempre tem a garantia de que o ministrante será bom. Já fui contratado por empresas que tiveram uma experiência ruim em um treinamento anterior, quando contrataram uma grande consultoria internacional e no dia do treinamento apareceu um jovem recém formado sem qualquer experiência. Um desses clientes exigiu que eu colocasse no contrato que seria eu mesmo que ministraria o treinamento, o que obviamente sempre acontece.

Portanto, se você é palestrante, prepare-se para incluir treinamentos em seu cardápio, e se você é empresário lembre-se que em tempos bicudos a concorrência é maior e sua equipe precisa estar melhor preparada do que a do concorrente. Muito melhor.

10/08/2008

Palestras em dupla

Algumas pessoas me procuram para parcerias, para apresentarmos palestras em dupla, mas eu creio que não funciona. Uma vez tentei fazer isso com um grande amigo e experiente executivo, mas não funcionou e hoje posso entender algumas razões.

Se você pretende atuar em palestras de grandes eventos públicos (menos de 5% no meu caso), quem costuma escolher os palestrantes que irão dividir o palco são os promotores do evento. Neste caso eles também preferem variar dependendo do evento e do público. Portanto, ainda que você trabalhe em dupla com outro palestrante, para um evento desses é provável que um ou outro seja contratado, não os dois.

Caso sua atuação seja in company (mais de 95% no meu caso), geralmente a empresa contrata apenas um palestrante por evento, ou então um palestrante externo e um consultor local, ou um palestrante e um mágico, um comediante, um teatro e assim por diante, dependendo do evento. A empresa não vai contratar dois palestrantes porque fica caro, e também porque vai querer diversificar, se o evento for maior. Mesmo que a empresa contrate vários palestrantes, provavelmente irá querer que sejam de áreas diferentes.

Outro problema em se trabalhar em dupla é o nome. Geralmente o palestrante constrói seu nome como um cantor, não como uma dupla sertaneja. Todo o seu trabalho de divulgação é construído em cima de sua marca, e fazer isso com dois pode diluir o poder de sua marca, pois nem sempre os dois agradarão o mesmo público.

Duplas ou equipes funcionam melhor quando não existe um nome só envolvido e nem é isso que o cliente busca, como por exemplo no caso de treinamentos. Um cliente pode contratar uma empresa de assessoria de imprensa para treinar seus executivos a se relacionarem com a mídia. Aí sim é provável que no pacote venham um jornalista, um especialista em marketing pessoal, alguém para ensinar falar em público e por aí vai. O cliente não está contratando "o palestrante" ou a dupla de palestrantes, mas uma empresa que irá disponibilizar os talentos que melhor atendam a uma necessidade específica para um treinamento de várias horas ou dias.

29/08/2007

Treinamentos: Quando falta tempo

Não se preocupe se faltou falar tudo o que planejou, porque seu público não sabe disso, só você. Ele acha que você disse tudo o que planejou. Tenho um roteiro para treinamentos, mas é flexível. Aproveito os intervalos de café para cortar ou acrescentar slides à medida que vai progredindo.

A grande sacada do treinamento está no início, na interação e conquista da confiança, quando você abre o tema à discussão (isso mesmo, no começo) com o objetivo de colher informações de seu público. Isso vai gerar o projeto imediato de seu treinamento e você deve dar toda a atenção à opinião das pessoas, suas queixas, expectativas, idéias, etc.

Às vezes você vai com uma coisa e nessa hora descobre que não tem nada a ver, ou que vai precisar de outra outra coisa, às vezes até como ponte para chegar ao seu material principal, porque aquele é o estágio do público naquele momento.

Essa interação inicial que serve como seu diagnóstico da turma também é uma boa hora para liquidar e falar coisas que você talvez tenha previsto para falar depois. Não há melhor forma da pessoa aprender do que quando o ensino vem contextualizado com a opinião que ela acabou de dar, com uma necessidade que expressou ou algo assim. De nada adianta ter tudo organizadinho e, quando aquele assunto vier na sequência que preparou, o cara já está dormindo.

10/02/2007

Temas

Meus temas são marketing, vendas, comunicação, gestão de pessoas, negociação e vendas, e marketing pessoal, o que significa que meu público é formado principalmente por pessoas interessadas nessas áreas. Tenho também um tema sobre segurança no trabalho, porém enfocando a importância da segurança para a competitividade da empresa e do profissional. Em todos os casos a idéia é mostrar que a parte mais importância de uma empresa são as pessoas, e que elas devem viver em contínuo aprendizado e atualização, se quiserem permanecer ativas no mercado.

Meus treinamentos de comunicação, marketing, negociação e vendas, que podem durar até dois dias, são dirigidos a profissionais liberais e profissionais de vendas de serviços ou produtos de grande valor agregado. Geralmente são empresas que me contratam para treinar suas turmas de gerentes ou vendedores de máquinas, autopeças, serviços etc.

Também faço um trabalho de coaching para executivos que desejam aprender a falar em público. A quase totalidade de meu trabalho acontece em eventos in company e não em eventos públicos, pois são palestras, workshops e treinamentos ricos em conteúdo e adaptados à realidade da empresa. Eventualmente faço palestras em eventos abertos ou em universidades, mas sempre deixo claro que não me enquadro na categoria de palestras-show, do tipo que faz a platéia dançar, cantar, rolar no chão, fingir de morto... :)

Postagens populares